Especialista José Eli da Veiga considera privatização do saneamento uma necessidade

JosŽ Eli da Veiga SP 29/01/2008 FOTO: Marcelo Soubhia/Agncia Fotosite

Para José Eli da Veiga, professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) e especialista em desenvolvimento econômico e social, a saída para melhorar o saneamento no país seria a privatização do serviço. “Tem que ser urgente a concessão para saneamento. É preciso uma agência reguladora que controla. Não pode ser livre, é perfeitamente factível”, argumenta.

De acordo com o estudo feito pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro, em 2014, o Brasil ocupa a 112ª posição em saneamento básico. Na frente, estão nações árabes como Síria e Arábia Saudita. O país também está atrás dos vizinhos Uruguai e Chile e aparece em último lugar na América Latina.

No mesmo ano, foi relatado que 44,3% das crianças e adolescentes de 0 a 14 anos sofrem com a ausência de esgoto sanitário. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi constatado que há maior risco de doenças, especialmente para as crianças, quando o saneamento é inadequado na residência.

“As crianças de até 5 anos usam a maior parte de energia que elas possuem, praticamente 90%, para o desenvolvimento do cérebro”, explica o  agrônomo. Ele afirma que a presença do esgoto, na primeira infância, faz com que essa energia seja gasta para combater doenças, em vez de ir ao cérebro como deveria. “Quando uma criança convive com esgoto, ela tem diarréias repetidas. Há uma alta taxa de mortalidade infantil”, garante.

O mau desempenho estudantil dos adolescentes também está ligado a essas doenças, segundo Veiga. “O que muita gente não percebe é que, mesmo os que se salvam, ficam com as funções cerebrais diminuídas. Grande parte do não desempenho na escola está ligado ao fato de que uma criança, antes dos cinco anos, teve diarréias, conseguiu lutar pela vida, sobreviveu, mas tem sequelas”.

Para que o país avance neste tema, na opinião do especialista, seria preciso privatizar. Ele considera a vinda de instituições da Europa a melhor opção. “Tem que atrair as empresas de saneamento europeias, principalmente porque lá o serviço está perfeito, quase em 100% dos países está tudo feito. Eles tem grana”, argumenta.

Em setembro deste ano, o relator da Organização das Nações Unidas (ONU), Leo Heller, declarou que a privatização do saneamento já se provou inapropriada. Em reportagem para o portal da ONU, o brasileiro revelou que “a empresa privada não investe o suficiente e adota política de exclusão de populações mais pobres, impondo tarifas mais altas”.

O relator usou como base de argumento o estudo feito pela Unidade Internacional de Pesquisa de Serviços Públicos (PSIRU), Instituto Transnacional (TNI) e Observatório Multinacional sobre a remunicipalização da água e do saneamento. De acordo o relatório, houve 180 casos de reestatização desses serviços nos últimos 15 anos. Entre as cidades, estão Berlim, na Alemanha, Paris, na França, e Maputo, em Moçambique.

Fonte: CMSP – Renata Canivezo- Projeto Repórter do Futuro

Publicado em Notícia | Comentários desativados

Secretário destaca papel das cidades no desenvolvimento social e econômico do país

29112016-seminarioalemanha

O secretário nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Eleoterio Codato, ao participar, na manhã desta terça-feira (29) do seminário “A cidade do amanhã: abordando os desafios e oportunidades urbanas”, ressaltou o papel fundamental que as cidades têm no que se refere às políticas públicas para o desenvolvimento social e econômico do país.

O evento, realizado anualmente pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação – São Paulo (DWIH-SP), reúne gestores urbanos e pesquisadores dos dois países para debater questões relacionadas à urbanização, seus desafios e soluções.

“Como é do conhecimento de todos, o Brasil tem mais de 85 por cento de sua população em áreas urbanas. As 25 principais regiões metropolitanas, ou seja, aquelas com populações superiores a um milhão de habitantes, abrigam mais de 51% da população urbana, de acordo com as estimativas populacionais do IBGE para 2016, e mais de 57% do PIB nacional, de acordo com dados de 2012”, destacou Eleoterio.

Ele enumerou os avanços significativos na construção da cidadania desde a promulgação da nova Constituição Federal em 1988 e das demais leis, mas ressaltou: “no entanto, o enorme passivo criado pelos assentamentos informais nos obriga a manter o foco na equidade, na eficiência e na sustentabilidade. Esses são alguns dos princípios básicos que devem orientar a formulação de políticas públicas e de instrumentos para o desenvolvimento urbano.”

Para o secretário, debates dessa natureza contribuirão nessa tarefa de formular políticas públicas e instrumentos para se avançar na conquista da cidade sonhada.

E completou: “apesar de não termos uma bola de cristal que nos permita prever como será a cidade do amanhã, temos a liberdade de sonhar com ela e, através do conhecimento, sabemos que caminhos teremos que trilhar para chegar à cidade com a qual sonhamos. Ainda que isso possa ser uma utopia, é ela que manterá acesa em cada um de nós o desejo de avançar sempre na construção de uma cidade mais justa do ponto de vista social, mais eficiente do ponto de vista administrativo e econômico, e mais sustentável do ponto de vista ambiental”.

Evento – A 5ª edição do Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação ocorreu esta semana, na Câmara Municipal de São Paulo. Este ano conta com a coorganização da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a FGV Projetos, a Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e o Ministério Federal das Relações Externas da Alemanha.

A conferência abordou os temas: “Planejamento e Governança Urbana”, “Gestão de Água e Resíduos” e “Eficiência Energética e Clima Urbano”. O Diálogo Brasil-Alemanha é um evento de foco científico que, nesta edição, por meio do intercâmbio e colaboração entre diferentes setores da sociedade, visa contribuir de forma plural com o debate sobre sustentabilidade ecológica, econômica e social dos centros urbanos.

Fonte: Ministério das Cidades

Publicado em Notícia | Comentários desativados

Ministério das Cidades apresenta novas regras de transição do MCMV

min-cid

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, apresentou ontem aos representantes das pequenas construtoras as regras de transição do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O evento aconteceu no auditório do Ministério das Cidades e contou com a presença de parlamentares e de representantes de pequenas construtoras dos estados de Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Pernambuco (PE) e Santa Catarina (SC).

A meta é ampliar os níveis de qualidade das edificações, o que vai beneficiar as famílias contempladas por novas moradias, além de aprimorar o programa por meio de novas regras. “A portaria de hoje traz um texto conciliador, que permite tranquilidade ao setor para voltar a produzir com segurança”, afirmou Bruno Araújo.

As mudanças atendem ao pleito dos pequenos construtores. No último dia 22, o ministro recebeu a categoria e técnicos da Caixa Econômica Federal, em Brasília (DF). A reunião teve como objetivo buscar medidas de aprimoramento de critérios para o enquadramento e construção de empreendimentos do MCMV.

O objetivo é respeitar a segurança jurídica dos empreendedores sem deixar de oferecer uma moradia adequada aos beneficiários. “As mudanças atendem ao pleito dos pequenos construtores, que correspondem a quase 30% do programa e são fundamentais para enfrentar as dificuldades financeiras e melhorar o quadro do desemprego nos dias de hoje”, ressaltou o ministro.

Por meio da portaria  publicada hoje (30) no Diário Oficial da União ficam estabelecidos critérios, diretrizes e condições gerais de execução dos empreendimentos, entre eles, infraestrutura básica que permita ligações domiciliares de abastecimento de água e energia elétrica, que inclua vias de acesso, com solução de pavimentação definitiva, iluminação pública e soluções de esgotamento sanitário e de drenagem de águas pluviais.

Também ficam asseguradas no MCMV condições de acessibilidade a todas as áreas públicas e de uso comum, disponibilidade de unidades adaptáveis ao uso por pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida e idosos, de acordo com a demanda. A portaria trata ainda das condições de sustentabilidade das construções e uso de novas tecnologias construtivas.

Alterações

A portaria define que será considerado empreendimento do MCMV conjuntos com duas ou mais unidades habitacionais. A pavimentação poderá ser feita com concreto, paralelepípedo, asfalto e ainda outras práticas de pavimentações adotadas pelos municípios em vias públicas.

Pessoas físicas ainda poderão participar do programa desde que as unidades habitacionais sejam vendidas até 31 de dezembro de 2018, com alvará de construção concedido até junho de 2017, e vistoriadas pelo menos uma vez pelo Agente Financeiro do FGTS, antes da alienação da unidade.

A pavimentação definitiva ficou dispensada para habitações isoladas ou unifamiliares ou que integrem conjuntos de, no máximo, 12 unidades ou municípios com até 50 mil habitantes, adquiridas até 31 de dezembro de 2018.

O prazo para que os empreendimentos se adequem às novas regras é 31 de dezembro de 2018. As mudanças atendem pequenas construtoras com o objetivo de fomentar a economia local, aumentar a geração de empregos por meio do programa Minha Casa Minha Vida, além dos investimentos na área da construção civil.

Fonte: Ministério das Cidades

Publicado em Notícia | Comentários desativados

Reunião discute desestatização do Autódromo de Interlagos

interlagos

Debate presidido pelo vereador Mario Covas Neto (PSDB) reuniu representantes do poder público e profissionais do automobilismo
Foto: André Bueno / CMSP

Em reunião presidida pelo vereador Mario Covas Neto (PSDB) nesta terça-feira (29/11), representantes do poder público, profissionais do automobilismo e sociedade civil discutiram a administração do Autódromo de Interlagos para 2017.

Desde 2005, por meio do decreto nº. 45.902, o autódromo é gerido pela SPTuris (São Paulo Turismo S/A), empresa de eventos e turismo da cidade. A proposta do prefeito eleito João Doria (PSDB) é privatizar o equipamento no próximo ano.

De acordo com o presidente da Federação de Automobilismo de São Paulo, João Bastos, o autódromo não tem atendido às demandas automobilísticas dos profissionais que trabalham no local.  “Para o automobilismo paulista está difícil conseguir datas em Interlagos. Acho que deve ter show, mas tem que dar preferência ao automobilismo. Não conseguimos formar pilotos porque não temos treinos durante a semana, o autódromo vive fechado para reformas. A Formula 1 vem todo o ano com reforma. Em outros países é organizado em 15 dias, no Brasil é 90, não é possível. As escolas de pilotagem não têm data para dar aulas”.

Para ele, a privatização “pode ajudar desde que tenha regras que priorizem o automobilismo. Lá também precisa de outras atividades que deem rendimento. Lá precisa de restaurante, banheiro decente. Hoje que se fala em multiuso porque são as arenas novas [construídas] para fazer show, mas tem tratamento diferente, o autódromo não foi criado para isso”.

O presidente da SPTuris, Alcino Rocha, enfatizou que aderir à privatização é uma alternativa para casos extremos, nos quais a qualidade e estrutura do equipamento estejam completamente comprometidos. Segundo ele, o governo municipal tem feito “equacionamento financeiro que permitisse à empresa gerar receitas que deem condições sem ter que recorrer ao erário municipal em manter o autódromo com as devidas atualizações”, sendo o aluguel de espaços dentro do autódromo como fonte de receita.

Ele afirma que “o risco de termos um equipamento desatualizado na cidade não estamos correndo porque o autódromo está sendo submetido já há dois anos por obras que deveriam ter sido completamente entregues, mas com a crise estamos vivenciando atrasos por parte dos recursos do Governo Federal”.

O consultor de Planejamento de Urbanismo e Engenharia, Cyro Laurenzi, que está trabalhando nas discussões de transição de gestão aponta que a principal bandeira defendida para a privatização em 2017 é a prioridade do automobilismo no autódromo. “São cerca de 15 mil pessoas envolvidas com o automobilismo. A única dificuldade é que eles [os profissionais] querem a exclusividade do automobilismo praticado no país, eles são contra a Fórmula 1. O que a administração atual tem tentado praticar é de ser um lugar de multiuso e o único problema é como administrar. O prefeito eleito tem certeza que a administração tem que ser feita por empresas privadas, colocando numa cartilha bastante clara o que deve ser cedido”.

Laurenzi aponta que a medida ainda está sendo discutida e que outras atividades podem ser realizadas desde que não prejudiquem essa finalidade. Além disso, ele afirma que o autódromo não tem como se autossustentar com uma única atividade, já que “as entradas e o volume de pessoas não são suficientes. A não ser que o Estado invista, é uma questão muito complexa”.

Em vista desse cenário, o vereador Mario Covas Neto e o secretário de Governo Floriano Pesaro acreditam que o tombamento do autódromo é uma forma para direcionar o funcionamento e preservação do equipamento. Eles também propõem nesse processo enviado ao Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental) a criação do museu do automobilismo.

“Interlagos é uma pista de corrida, essa foi a cessão original do terreno que foi doado. A gente precisa preservar o imaterial que é o automobilismo, o patrimônio esportivo que é o espaço e a cultura do automobilismo que está se perdendo por negligência administrativa do autódromo”, declarou Pesaro.

O secretário também destaca que é preciso “preservar empregos e geração de renda que se dá através da escola de pilotos e de mecânicos. Não há nada mais social que a escola de mecânicos do autódromo que formava centena de jovens que moram na região do Capão Redondo, do Campo Limpo, do Grajaú e que tinham a oportunidade de conhecimento através de cursos técnicos formados por mecânicos e podendo trabalhar na sua própria oficina”.

O vereador Mario Covas Neto enfatizou que o debate proporcionou as diretrizes a serem pensadas na próxima gestão. Ele também reitera que eventos dentro do parque podem ser realizados desde não inviabilizem as atividades automobilísticas. “Pelo o que a gente pode apurar, os profissionais externaram o desconforto que têm com a administração da SPTuris. O debate é ver como o autódromo vai ser gerido daqui para frente, considerando o interesse público e a relação que esses profissionais têm. Para Prefeitura manter alguns próprios que não são prioritários, acabam gerando um custo que pode ser aplicado em saúde, educação. Faltam investimentos. Deixar de gastar num lugar pra investir nessas coisas é uma decisão prioritária, mas não pode desconsiderar todas as pessoas que sobrevivem daquela atividade [do automobilismo]”.

O ex-piloto Wilson Fittipaldi também participou do evento.

Fonte: CMSP

Publicado em Notícia | Comentários desativados

Valorização das zonas rurais é discutida em audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo

agroecologia

A necessidade de mais políticas públicas para incentivar a agroecologia e o desenvolvimento rural sustentável na cidade foi um dos principais desafios apontados pela população durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (28/11) na Câmara Municipal de São Paulo.

De acordo com a prefeitura, cerca de um terço do território paulista apresenta características rurais. Mas essa área está sendo cada vez mais pressionada pelo avanço da urbanização e o impacto de grandes obras, o que fez com o conceito de zona rural fosse inserido no PDE (Plano Diretor Estratégico), aprovado em 2014. A ideia amplamente discutida na Câmara propõe incentivar usos e atividades econômicas que sejam capazes de conciliar a proteção ambiental com a geração de emprego e renda, bem como a melhoria da qualidade de vida da população.

O integrante da Associação de Agricultores da Zona Leste Pedro Almeida sinalizou para a importância do projeto, no entanto acha que é necessário mais políticas pública para ampliar o setor. “A cidade não está configurada para ter agricultura. Precisamos de propostas voltadas para o acesso a terra, a assistência técnica e a comercialização dos produtos”, disse.

Produtor de hortaliças e legumes, Almeida contou que muitas pessoas vendem para restaurantes, feiras e em eventos esporádicos. “É possível ganhar até três salários mínimos com a agricultura, que muitas vezes ajuda a complementar a renda”, argumentou.

A presidente da Cooperativa de Agricultores do Extremo Sul, Valéria Macoratti, explicou a importância de agricultura. “Precisamos que os novos vereadores e a nova gestão tenham conhecimento do nosso trabalho e do quanto esse setor produz e precisa de mais desenvolvimento”, opinou.

Os representantes da prefeitura e o vereador Nabil Bonduki (PT), relator do Plano Diretor e responsável pela realização da audiência, pontuaram os benefícios da agroecologia e do desenvolvimento rural na capital. “Precisamos garantir o caráter rural da cidade e manter as áreas que estão livres e têm vegetação e são importantes para a produção de água. O PDE foi importante para dar condições para que esse setor tenha legitimidade”, explicou o diretor da divisão de Unidades de Conservação do Departamento de Parques e Áreas Verdes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Domingos Leôncio Pereira.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, contou que a prefeitura está desenvolvendo uma plataforma para que os produtores vendam mais. “Queremos conectar a produção rural com a zona urbana, articulando os produtores com os restaurantes que estão direcionam para um cardápio mais qualificado e baseado na produção de orgânicos”, explicou.

O vereador Bonduki argumenta que o incentivo na zona rural é fundamental para melhorar o aproveitamento das áreas. “A ideia é contar a expansão horizontal que gera cada vez mais despesa por conta do deslocamento dos cidadãos, e isso só vai acontecer se houver alternativas econômicas nas zonas rurais. O grande desafio do poder público é o de fazer com que essa atividade rural seja cada vez mais sustentável e que a zona rural cumpra seu papel estratégico de desenvolvimento da cidade”, disse.

Fonte: CMSP

Publicado em Notícia | Comentários desativados

Com investimentos na ordem de R$ 257,4 milhões, obras de mais 7.127 unidades do MCMV são retomadas

bruno

“Vamos retomar obras que estavam paralisadas e significavam um grande prejuízo de dinheiro público. Assim, queremos criar mais empregos, ativar a economia e principalmente manter vivo o sonho da casa própria”. Com esse discurso o ministro das Cidades, Bruno Araújo, assinou, na última quinta-feira (24), os contratos de retomada obras de 7.127 unidades habitacionais que estavam paralisadas na Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

O evento aconteceu na sede do ministério das Cidades, com a presença do presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi e representantes das construtoras envolvidas. ”Estamos mais uma vez reunidos em uma agenda muito positiva, juntos imbuídos de trazer novas oportunidades. São ações conjuntas entre Ministério das Cidades, Governo Federal e Caixa Econômica Federal para que até fevereiro de 2017 possamos retomar todas as obras paralisadas”, destacou Occhi.

As retomadas representam investimentos na ordem de R$ 257,4 milhões e devem beneficiar aproximadamente 30 mil pessoas. Para Bruno Araújo, essa iniciativa demonstra o empenho do Ministério das Cidades em efetivar mais um compromisso com a sociedade brasileira. “O governo afastado deixou mais de 60 mil obras paralisadas. Já conseguimos diminuir para 33.887 unidades e a nossa meta é zerar esses números nos próximos meses, com uma boa governança e transparência”, afirmou.

Serão retomadas obras em nove estados, são eles: Acre, Alagoas, Amazonas, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. A execução dos trabalhos será feita com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Para 2017, ele anunciou que o orçamento da habitação vai ganhar investimentos de R$ 7 bilhões de recursos do FGTS para novas contratações. E fixou como meta a contratação de 600 mil unidades.

Clique aqui e confira a Lista de Obras retomadas

Fonte: Ministério das Cidades

 

Publicado em Notícia | Comentários desativados

Ministério das Cidades libera R$ 752,27 milhões para obras do PAC em novembro

pac

O Ministério das Cidades liberou neste mês de novembro mais de R$ 752,27 milhões para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no âmbito das secretarias Nacionais de Habitação, que inclui o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), saneamento ambiental, mobilidade urbana, acessibilidade e programas urbanos e da Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU, empresa vinculada à Pasta. O recurso foi destinado aos municípios de todos os estados do País e Distrito Federal.

O valor liberado prevê obras para construção de unidades habitacionais do MCMV; urbanização de assentamentos precários e habitações de interesse social; obras de contenção de encostas em áreas de risco; ampliação e implantação de sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário; melhoria de sistemas de captação, tratamento e distribuição de água; drenagem urbana; elaboração de Planos Municipais de Saneamento; implantação de corredores de ônibus, BRT’s e VLT’s; projetos da CBTU no tocante à modernização e conclusão de modais; e elaboração de projetos básicos e executivos.

Desde que assumiu a Pasta, a prioridade do ministro das Cidades, Bruno Araújo, é assegurar boas práticas de governança para restabelecer a confiança com a sociedade e garantir recursos para dar continuidade às obras e projetos em andamento no país.

“Tendo em vista o atual cenário macroeconômico do país, a prioridade do Ministério das Cidades é a conclusão de empreendimentos em andamento e a retomada de obras paralisadas. Nesse sentido, daremos início a novas obras de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira no âmbito desta Pasta, mantendo os pagamentos em dia”, afirmou o ministro.

 

Balanço

Do valor total liberado para o PAC de R$ 752,27 milhões, aproximadamente R$ 612,87 milhões foram destinados para a área de habitação, sendo R$ 409,75 milhões transferidos para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU), integrante do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) Faixa 1.

Outros R$ 96,28 milhões são para custeio de obras de saneamento em 23 estados e no Distrito Federal. Para o setor de mobilidade urbana, foram R$ 37,12 milhões . Por fim, R$ 3,45 milhões atendem obras de contenção de encostas em áreas de risco nos municípios de Belo Horizonte, Blumenau, Jaboatão dos Guararapes, Juiz de Fora, Mauá, Recife e Rio de Janeiro.

Fonte: Ministério das Cidades

Publicado em Notícia | Comentários desativados

Especialistas discutem desenvolvimento urbano e moradia na USP

economia-das-cidades

Durante dois dias, seminário “Economia e Cidade” promoveu diálogos para a criação de novas abordagens que solucionem os principais problemas encontrados nas grandes cidades

As questões da habitação e do desenvolvimento urbano foram discutidas por especialistas brasileiros e estrangeiros durante o seminário “Economia e Cidade”. O evento, realizado entre os dias 21 e 22 de novembro na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), teve como objetivo promover diálogos para a criação de novas abordagens que solucionem os principais problemas encontrados pelos gestores urbanos nas grandes cidades.

O prefeito Fernando Haddad participou da abertura do encontro e destacou a importância de novas ideias e da participação popular para a criação de projetos que auxiliem o desenvolvimento da capital, de maneira ordenada.

“Pensar em diretrizes, como a Lei de Zoneamento e o Plano Diretor, jamais vai agradar 100% uma pessoa. Por isso que esses programas são bons, porque não são de ninguém. São frutos de centenas de audiências públicas que foram realizadas para forjar um documento que represente a vontade comum da nossa coletividade, da nossa comunidade, em proveito de uma cidade melhor”.

O debate teve como foco a questão da moradia e do Arco do Futuro, chamando a atenção do poder público, iniciativa privada, sociedade civil, agentes tecnológicos, pesquisadores acadêmicos e representantes dos setores construtivo e imobiliário. Nesse sentido, o evento oferece uma mostra representativa do que os arquitetos e urbanistas de outros países fazem hoje para enfrentar os desafios de morar e viver em grandes cidades.

“Pensar estrategicamente a cidade é pensar nesses nós que a cidade tem que precisam ser desatados, para que o desenvolvimento urbano caminhe na direção desejável”, disse o prefeito.

Também foram abordados os Projetos de Intervenção Urbana, que têm por objetivo promover o ordenamento e a reestruturação urbana em áreas subutilizadas e com potencial de transformação, sobretudo localizadas na Macroárea de Estruturação Metropolitana.

“A gente precisava trazer uma nova camada de discussão para a cidade, justamente para avançarmos a política urbana para além daquilo que ela tem tratado na cultura da cidade, há várias décadas, na dimensão imobiliária. A gente precisa, justamente, programar essas transformações e pensar em outras dimensões da cidade”, afirmou o secretário Fernando de Mello Franco (Desenvolvimento Urbano).

Fonte: PMSP

Publicado em Notícia | Comentários desativados

Seminário aborda preservação de recursos energéticos e de saneamento

seminario_snsa

A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), do Ministério das Cidades, realizou ontem (22) o Seminário Nacional de Eficiência Energética no Abastecimento de Água, em parceria com o Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, a cargo da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável-Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, através do Projeto de Eficiência Energética no Abastecimento de Água-ProEESA. O acordo de cooperação entre os governos do Brasil e Alemanha prevê ações voltadas para o debate e o desenvolvimento da conservação da energia elétrica em sistemas de saneamento.

O evento contou com a participação de 300 técnicos e gestores dos prestadores de serviços de saneamento e entidades reguladoras, para debater por meio de um olhar técnico, institucional e financeiro sobre os principais indicadores nacionais.

“Todos sabem que a Alemanha é líder mundial de preservação ambiental. Nós, do Ministério das Cidades estamos honrados em participar desse convênio de cooperação para a redução de custos voltados ao abastecimento de água e esgoto, além da preservação dos recursos energéticos. O programa de eficiência energética é de extrema importância para a economia de recursos valiosos das nossas reservas”, afirmou o secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Alceu Segamarchi Júnior.

O Seminário contou com apresentações da SNSA, da Rede de Laboratórios de Pesquisa em Eficiência Energética e Hidráulica em Saneamento-LEHNS, da Empresa Baiana de Águas de Saneamento S.A. (EMBASA), da Sociedade de Água e Saneamento S.A. (SANASA-Campinas), da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Programa de Conservação de Energia Elétrica da Eletrobrás (PROCEL).

As apresentações do Seminário estarão disponíveis dentro de poucos dias no site do MCidades na aba de Saneamento, em ProEESA, em Seminário.

Fonte: Ministério das Cidades

Publicado em Notícia | Comentários desativados

Prefeitura de São Paulo inaugura Clube Esportivo Náutico Guarapiranga

clube05

Área, que era frequentada por aproximadamente 60 pessoas por mês, foi aberta para toda população no último sábado (19)

Uma nova área de lazer, que antes era frequentada por aproximadamente 60 pessoas por mês, foi inaugurada no último sábado (19) para atender os moradores do fundão do M’ Boi Mirim, na zona sul. Localizado às margens da represa Guarapiranga, no Jardim Horizonte Azul, o Clube Esportivo Náutico Guarapiranga oferecerá atividades esportivas e de lazer de graça para toda a comunidade.

“Eu sei que tem muita gente que vai da periferia até o Parque do Ibirapuera com a família para ter um momento de lazer. E a pergunta que cabe é a seguinte: será que não é possível ter um parque com a qualidade do Ibirapuera em todas as subprefeituras da cidade? Se olharmos para o M’Boi Mirim, sobretudo essa região do fundão, não tinha um lugar, da qualidade desse espaço aqui, de lazer. Essa entrega representa transformar o bairro em mais cidade. Levar mais lazer para a população. As pessoas não vão mais precisar se deslocar tanto para ter lazer”, disse o prefeito Fernando Haddad durante a cerimônia de entrega do espaço.

O Clube Esportivo Náutico Guarapiranga foi adquirido pela Prefeitura em julho deste ano, quando foi assinado acordo junto à Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, antiga proprietária. Para a desapropriação, foram investidos quase R$ 11 milhões.

Com aproximadamente 300 mil metros quadrados de área verde, o novo clube conta com três piscinas, 98 quiosques com churrasqueiras públicas, palco coberto para shows (com capacidade para receber mais de 10 mil pessoas), campo gramado de futebol oficial, campo gramado de futebol society, 3 quadras poliesportivas, quadra de futebol de salão, 3 quadras de tênis, dois campos de bocha, salão de jogos, salões para atividades físicas e uma base da Guarda Civil Metropolitana Ambiental, com viaturas e efetivo 24 horas por dia.

“É uma honra participar de um evento como esse. Eu dediquei minha vida as embarcações. E acho que o prefeito Fernando Haddad realizou uma iniciativa histórica para a cidade de São Paulo com a aquisição dessa instalação. Os bairros mais periféricos da zona sul careciam de equipamentos de lazer. Achei uma ideia extremamente feliz a do prefeito de tornar esse clube em um espaço que a população poderá usar o resto da vida”, afirmou o comandante de embarcações Amyr Klink.

O Clube Esportivo Náutico Guarapiranga funcionará de terça a domingo, das 9h às 17h (com exceção da piscina, que ficará aberta somente até as 16h). Todas as atividades oferecidas serão gratuitas. Para poder utilizar esses espaços, o munícipe precisará apenas se associar ao Clube Náutico, apresentando RG, foto 3×4 e comprovante de residência à administração do local.

SERVIÇO

Clube Esportivo Náutico Guarapiranga
Av. dos Funcionários Públicos, 2501 – Jd. Horizonte Azul
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h

Veja mais fotos do local (clique para ampliar):

 

clube01 clube02 clube03 clube04 clube05 clube06 clube07 clube08

Fonte: PMSP

Publicado em Notícia | Comentários desativados